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Como investir com a queda da taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem promovendo uma derrubada da taxa de juros de referência da economia, a Selic. A previsão dos economistas é de que a Selic encerre 2017 em 8,5% ao ano.

A Selic é uma das principais armas do governo no controle da economia. A taxa de juros sobe para combater a alta da inflação e cai quando os preços estão mais comportados ou, como é o caso atual, também com o objetivo de aquecer a economia.

Além disso, a taxa de juros serve de referência para o mercado de crédito e para a remuneração de investimentos de renda fixa.

Investimentos de renda fixa passam, gradativamente, a pagar menos à medida em que a taxa Selic cai. Por outro lado, a chamada renda variável, como o mercado de ações, torna-se mais atrativa.

Ainda assim, lembre-se que a taxa de juros brasileira, hoje em 11,25% ao ano, ainda garante bom retorno e baixo risco para quem investe na renda fixa.

Quer conhecer 4 opções de investimentos que ainda garantem bons rendimentos? Continue a leitura!

1. Tesouro Direto mantém apelo

Entre os título oferecidos pelo Tesouro Direto, programa de venda de títulos da dívida pública a pessoas físicas, destacam-se as opções prefixadas e atreladas ao IPCA, índice oficial de inflação.

Tesouro Prefixado

Título cuja rentabilidade é um valor percentual nominal, já conhecido no momento do investimento (10% ao ano, por exemplo). Assim, é possível saber exatamente o rendimento, o que dá mais segurança.

O atrativo do Tesouro Prefixado é informar de antemão a rentabilidade. A taxa oferecida no momento do investimento, contudo, acompanha as previsões da taxa básica de juros. Se a previsão é de queda, o percentual ofertado será menor do que quando a perspectiva é de alta da Selic.

Tesouro IPCA

Título que paga uma remuneração prefixada somada à variação do IPCA no período (IPCA + 6% ao ano, por exemplo). Assim, há garantia de uma rentabilidade acima da inflação.

Liquidez e rentabilidade

É possível vender esses títulos de volta ao próprio Tesouro e resgatar o dinheiro investido antes do vencimento.

Porém, é preciso atenção, pois o valor pago é definido pelo mercado — pode haver perdas ou ganhos, de acordo com a cotação do dia.

Para quem fica com o título até o vencimento, isso não ocorre: a rentabilidade é a taxa combinada no momento do investimento.

2. Títulos privados prefixados ou atrelados à inflação

Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são exemplos de títulos vendidos por bancos privados que podem ter “versões” prefixadas ou atreladas à inflação. Nestes casos, não é possível resgatar a aplicação antes do vencimento.

CDB, LCI e LCA são investimentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.

Outro tipo de título que paga o investimento nesse modelo são as debêntures, títulos de dívidas emitidos por empresas não financeiras, com riscos e rentabilidade maiores. No caso delas, os títulos atrelados à inflação são mais comuns do que os prefixados.

3. Ações

A queda da taxa de juros diminui a remuneração da renda fixa e aquece a economia. O crédito fica mais barato e as perspectivas para a saúde das empresas melhoram.

Esses fatores tornam as ações bem mais atrativas, já que as boas perspectivas sobre a situação econômica podem levar à valorização desses papéis. As empresas dos setores de varejo, siderurgia e bancos, de acordo com economistas, são geralmente apontados nesses momentos como as que devem ter maiores altas.

Entretanto, é preciso ter em mente que investir em ações é muito mais arriscado e volátil, o que pode causar grandes perdas. Por isso, é recomendado apenas para quem conhece bem como funciona, é tolerante a riscos e procura uma aplicação visando ganhos no longo prazo.

4. Fundos imobiliários

Fundos desse tipo investem principalmente em imóveis comerciais e no financiamento do setor imobiliário. Mas também é possível aplicar em praticamente qualquer tipo de empreendimento, como hospitais e shoppings centers.

Com a economia aquecida pela queda de juros, a expectativa é de que a procura por imóveis cresça e a inadimplência do aluguel caia, o que torna esse tipo de investimento bastante atrativo.

Estas são 4 opções de investimentos ainda interessantes. Entretanto, é preciso lembrar que o Brasil ainda possui uma taxa de juros consideravelmente altas. A renda fixa, segundo os economistas, continua sendo uma opção bastante razoável.